
Em entrevista ao podcast ‘De Lavada’, Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, ao ser questionado sobre o hábito do clube em tomar emprestado dinheiro de agentes de jogadores, respondeu:
“Deve o quê? Empresário tem que dever sempre, banco é porque pega para fazer fluxo de caixa. Empresário tem que dever sempre, são todos ricos”
“O Corinthians é futebol, tem que dever para empresário, para jogador. Não é normal, mas tem algum deles reclamando?”
Obviamente, não tem.
Os três agentes que trocam empréstimos por percentuais de jogadores no Corinthians enriqueceram, assim como Sanches, no mesmo período, e na medida quase exata, em que o Corinthians empobreceu.
Se não houver ilegalidade, por óbvio, sobrepõe-se a imoralidade de uma relação promíscua que o cartola, impune, sequer se preocupa mais em esconder.
Amigo da polícia, do MP e do judiciário, Andres Sanches, abraçado, também, pela omissão dos conselheiros do Corinthians, sequer precisa mentir, fama que lhe foi atribuída por alguns ao longo de seu período de cartola alvinegro.