
Ontem, durante a partida entre Internacional e Corinthians, o jogador Edenilson acusou o lateral alvinegro Rafael Ramos de trata-lo como ‘macaco’.
Após o jogo a policia deu voz de prisão ao jogador.
Sob acusação de ‘injuria racial’ o atleta pagou fiança de R$ 10 mil e responderá o inquérito em liberdade.
Até o momento, não há imagens que comprovem a ofensa.
Inexistem, também, testemunhas.
Não se trata de desqualificar a acusação de Edenilson, nem de ‘absolver’, previamente, o atleta de origem portuguesa, que alegou ter utilizado a palavra ‘caralho’ em vez de ‘macaco’.
Mano Menezes, treinador do Internacional, em entrevista coletiva, ao ser questionado sobre o caso, pareceu desconfiado:
“Cabe ao Edenílson dar continuidade a essa atitude dele, porque é uma atitude, também, bastante séria. Tão sério quanto o falar é você dizer que alguém falou sobre você. Então, vamos esperar que as coisas tomem o rumo que devem tomar”
Os cartolas do Corinthians defenderam Rafael, o que, diante da falta de credibilidade destes, não significa muito.
O acusado chegou a dizer que a preocupação de Edenilson, quando conversou com ele – pós episódio, seria a de ‘passar por mentiroso’.
Depois, porém, o atleta reiterou, com firmeza, as acusações.
Salvo novidades futuras, não há provas de que a ofensa aconteceu.
Nem de que deixou de existir.
Nesse caso, respeita-se o acusador, que, de fato, tanto pode estar dizendo a verdade como ter entendido mal o que foi dito, assim como o acusado, que merece, diante do quadro atual, em que sequer existem testemunhas, o benefício da dúvida.