
Joaquim Grava, consultor médico do Corinthians, foi condenado pelo TJ-SP a pagar R$ 51 mil ao paciente Eduardo Villas Boas (36), que teve o joelho prejudicado após a utilização, em cirurgia, de técnica experimental, proibida pelo Conselho Federal de Medicina.
A quantia engloba devolução do valor pago pelo procedimento e Indenização por Dano Moral.
Grava, segundo a perícia judicial, corroborada por testemunho da vítima, teria realizado procedimento de ‘PRP’ (Plasma Rico em Plaquetas), que é a retirada de sangue do próprio paciente, que depois é centrifugado e então injetado no local da lesão.
Antes utilizada em medicina esportiva, a técnica foi barrada pelo CFM por ser considerada insegura e ineficaz.
Joaquim Grava, apesar do laudo pericial e da prova testemunhal, negou a adoção do PRP, e deverá recorrer da decisão.
Villas Boas, no processo, afirmou que o médico diagnosticou seu caso como hoffite (inflamação de uma camada de gordura próximo do ligamento patelar) no joelho esquerdo e, mesmo sem a realização de exames, iniciou o indevido tratamento.