
Em 09 de dezembro, os associados Alberto Carlos Ferreira, Carlos Norberto Canata, Clovis Gomes Botelho, Roberto Perruci e Eduardo Minc protocolaram ação contra o São Paulo e também o Presidente da Comissão Eleitoral do Clube, solicitando recontagem de votos das eleições do Conselho Deliberativo.
Há fortes suspeitas de fraude.
Para fundamentar o pedido, comprovaram que o número de votantes e o de votos apurados continham graves distorções, indicando ainda indícios de compra de votos pelo grupo apoiador do candidato a presidente Julio Cesar Casares.
Antes tentaram a recontagem pelo procedimento interno, mas o São Paulo negou-se a fazê-la.
O resultado ‘oficial’ da votação apontou 74 a 26 à favor dos apoiadores de Casares.
Após verificar as provas, a juíza Mônica Lima Pereira, da 3ª Vara Cível do Butantã, concedeu a Liminar, obrigando o São Paulo a guardar as cédulas e equipamentos utilizados nas eleições, que serão periciados, ou seja, recontados, pelo perito Raul Spiguel, já designado pelo Tribunal.
Na sequência, houve eleições para a Diretoria e Julio Cesar Casares tornou-se presidente, contando com os votos dos conselheiros que, em tese, estão sub-judice.
Tentando impedir a perícia, o São Paulo ingressou com Mandado de Segurança, pedindo liminar para que o resultado dos pleitos citados, diretoria e conselho, fossem tratados como definitivos.
A 10ª Câmara de Direito privado negou a solicitação.
Em 19 de julho, o perito Spiguel desistiu de trabalhar no processo e foi substituído por Edilene da Silva Guedes Almeida.
No mês seguinte, neste agosto, a perita pediu substituição, alegando ser inviável analisar milhares de assinaturas.
Em seu lugar, no último dia 17, entrou Maria Regina Hellmeister.
Eis que, de maneira surpreendente, na última quinta-feira (26), nove dias após empossada, a perita abandonou o caso alegando suspeição por proximidade com a diretoria do clube.
Na mesma data, a Justiça determinou o nome do quarto perito do processo, Sr. Édson D’Andrea Cinelli.
Enquanto a Justiça se enrola para resolver o problema, dizem, pressionada pelos magistrados do Conselho Tricolor, o clube segue administrado por um grupo que pode estar no poder mediante fraude, e que se esforça para evitar o esclarecimento da questão.
Clique no link a seguir para acessar a argumentação, com documentos, dos proponentes da ação judicial contra a diretoria tricolor:
TJ-SP nega Mandado de Segurança ao São Paulo e eleições serão periciadas – Blog do Paulinho