
Brasil e Holanda – atual vice-campeã mundial – empataram em partida válida pela segunda rodada do futebol feminino nas Olimpíadas de Tóquio.
As brasileiras jogaram melhor, mas cometeram erros – inclusive a treinadora Pia – que comprometeram a possibilidade de vitória.
Nem bem iniciou a partida e a Holanda, aos 02 minutos, abriu o marcador quando a ótima Miedema recebeu de costas, na entrada da área, girou com extrema habilidade diante de Erika e bateu rasteiro, sem chances para Bárbara.
Aos 07, a arbitragem errou ao assinalar penalidade inexistente para o Brasil; marcação, na sequência, corrigida pelo VAR.
Com as brasileiras melhores em campo, Debinha, aos 15, aproveitou-se de cruzamento pela direita de Duda e, após duas tentativas, empatou o marcador.
O Brasil jogava bem, mas, novamente, corria riscos nos contragolpes, principalmente os que aconteciam do lado direito de sua defesa – o mais fraco.
Rafaela quase marcou de cabeça, aos 49, mas a bola raspou a trave.
Na volta do intervalo Pia retirou Formiga, Bia Zaneratto e Duda, substituindo-as por Ludmila, Andressa Alves e Angelina.
As brasileiras voltaram no ataque, porém, aos 14 minutos, Miedema subiu mais que a zaga, cabeceou e a goleira Bárbara, com displicência, aceitou.
Dois minutos depois, Ludmilla foi derrubada dentro da área e a árbitra, com ajuda do VAR, assinalou a penalidade.
Marta, aos 18, com enorme categoria, empatou.
Não tardou a justa virada, quando, aos 22, Ludmila aproveitou-se de bola mal recuada por Nouwen, driblou a goleira e marcou belo gol.
Geyse, aos 28, entrou, surpreendentemente, no lugar de Marta.
Erro de Pia, provavelmente pensando em melhorar o setor defensivo.
A Holanda, despreocupada com a ausência da melhor do mundo, melhorou e, seis minutos depois, Janssen bateu falta com perfeição e, novamente, deixou tudo igual.
Ao final, apesar dos erros, ficou a certeza de que o Brasil tem nível para almejar uma medalha olímpica, inclusive a de Ouro, podendo, ainda que involuntariamente, ser beneficiada se classificar-se na segunda colocação do grupo, escapando de encontro precoce com EUA e Suécia, que podem sobrar, pelo saldo de gols, para as holandesas.