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A negativa da FPF em testar jogadores uma hora antes das partidas

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Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF

A FPF segue pressionando o MP-SP para, irresponsavelmente, reiniciar o Paulistinha em meio ao ápice da pandemia de COVID-19, que, somente ontem, matou mais de quatro mil pessoas no Brasil.

Na tentativa de chegar a um meio termo, a promotoria sugeriu a testagem de jogadores uma hora antes de cada partida.

Os cartolas se negaram, alegando ser inviável a operação.

A preferência, ao que parece, é arriscar com o sistema anterior, em que o sujeito se testa dias antes e, se contagiado no minuto seguinte, irá a campo infectar companheiros e demais participantes do jogo.

Se da Federação não dá para esperar nada além da busca pelo dinheiro – nem sempre apenas para a entidade, do MP chama a atenção o equívoco em tentar encontrar uma solução intermediária diante de um quadro que não dá margem a qualquer tipo de flexibilidade.

Ainda que a FPF aceitasse a sugestão, realizar as partidas nas condições atuais é possibilitar a morte dos demais envolvidos, sejam eles os trabalhadores dos estádios ou os torcedores que, lamentavelmente, ainda se aglomeram nas cercanias, instigados pelo fanatismo.

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