Desnecessário, diante da repercussão negativa e do que já foi falado em diversas mídias, discorrer dezenas de linhas para dizer o óbvio, ou seja, que desomenagear Mario Filho para inserir o nome de Pelé no estádio do Maracanã trata-se de verdadeira aberração.
Não só pelo contexto histórico, da atuação do jornalista para viabilizar a obra monumental, mas também porque o Rei sequer é o jogador que melhor atuou no palco carioca, embora, indiscutivelmente, fosse superior a todos.
Adotando o critério esdrúxulo da Lei aprovada, todos os estádios do Planeta deveriam ser nomeados ‘Pelé’.
No Maracanã, o grande nome foi Zico.
Mas pode-se falar de diversos outros, como Rivelino, Romário, etc.
Todos mais inesquecíveis do que Pelé para o torcedor carioca.
Eis o ponto.
Nem eles deveriam retirar de cena o grande Mario Filho.
Questão de respeito, história e merecimento.
Talvez, em ato de generosidade, Pelé, que já é nome de estádio em Maceió, poderia pronunciar-se à respeito, agradecendo pela honraria, mas negando-se a recebê-la.