Há pouco mais de uma semana, um avião da empresa OMNI, de Portugal, foi flagrado pela Polícia Federal com meia tonelada de cocaína à bordo, quando estava para decolar da Bahia com destino a Lisboa.
O caso somente foi descoberto por conta de um atraso do voo, ocasionado pela necessidade de manutenção não programada, que levou funcionários do aeroporto Internacional de Salvador a suspeitarem da carga.
Antes de chegar á Bahia, o avião fez escala na cidade de Jundiaí/SP.
Estavam na lista de passageiros, para surpresa dos investigadores, nomes ligados ao futebol brasileiro e internacional:
- Lucas Veríssimo, ex-Santos, contratado pelo Benfica;
- Hugo Cajuda, empresário de Abel Ferreira;
- Bruno Carvalho dos Santos, agente de jogadores que acompanhava Lucas Veríssimo;
- João Loureiro, ex-presidente do Boa Vista/Portugal
- Mansur Mohamed Ben Barka, espanhol com ascendência argelina, acusado de narcotráfico na Europa
- Paulo Jorge Saturnino Cunha, ligado ao automobilismo (Fórmula 3)
Destes, somente dois permaneceram esperando a manutenção da aeronave: João Loureiro e Mansur Mohamed; os demais, oficialmente por conta do atraso, mudaram de planos e seguiram em voos comerciais.
Ambos, além do piloto e duas funcionárias foram ouvidos e negaram conhecimento sobre a ‘mercadoria’.
Os demais serão intimados para esclarecimentos.
Loureiro é filho do famoso Major Valentim Loureiro, ex-presidente da Liga de Futebol de Portugal, preso na Operação Apito Dourado, que flagrou árbitros a cartolas manipulando resultados.
O que torna o caso ainda mais estranho, segundo avaliação dos policiais, além da presença de esportistas, é o fato da aeronave levar bem menos passageiros do que os 14 lugares possíveis e o fato da cocaína ter sido encontrada em meio a materiais esportivos.
Outro detalhe: o avião, antes de viajar ao Brasil, foi pintado e descaracterizado dos desenhos e cores habituais.
Não é a primeira vez que a cocaína esbarra com jogadores de futebol.
Há alguns anos, o traficante Ângelo Canuto foi preso após apreensão de, coincidentemente, meia tonelada da droga no Porto de Santos.
À época, além de agente de jogadores, entre os quais o atacante tricolor Luciano – com quem que ainda mantém vínculo, o sujeito era gestor do Avaí.
Hoje, após um período preso, tornou-se sócio da afamada ‘Elenko Sports’, que tem como proprietário o empresário Fernando Garcia.
