
José Colagrossi Neto, midiático gerente de marketing e comunicação do Corinthians, deixou de lado, ao menos ontem, o trabalho de autopromoção para anunciar, como se fosse boa notícia, a prorrogação do contrato com o BMG, afamado ‘banco do Mensalão’.
O que houve, primeiramente, foi um distrato.
A parceria não rendeu o dinheiro prometido ao Corinthians, nem o retorno comercial ao BMG.
Vale lembrar que os cartolas alvinegros, à época do fechamento do acordo, disseram que o clube receberia R$ 30 milhões anuais, mas a documentação oficial, descoberta pouco depois, revelou tratar-se de apenas R$ 12 milhões.
O BMG, porém, não conseguiu se livrar totalmente do negócio.
Para manter as relações com o departamento de futebol, com quem negocia jogadores há mais de uma década, o banco topou figurar na ‘omoplata’ da camisa, local menos nobre, pagando apenas, segundo informações, R$ 5 milhões.
R$ 1 milhão a menos do que o patrocínio anterior.
O falastrão Colagrossi, em meio ao caos de mais uma perda de recursos, disse que a camisa agora terá o espaço nobre para ser vendido por R$ 30 milhões, valor que a CAIXA pagava ao Corinthians anos atrás.
Porém, não apresentou interessados.
Sua única esperança é que a Hypera Pharma, de quem recebeu comissão, para si e para outros, no negócio dos naming-rights do estádio de Itaquera abrace a ‘causa’, embora esteja devendo quase R$ 10 milhões ao clube por ter nomeado a Arena e ainda não ter pagado um centavo sequer do acordo anunciado.