
Ontem (03), durante o programa Inacreditável, questionamos o Dr. Filipe Rino, especialista em Direito Desportivo, se é correto, ético, advogado que exerce cargo em clube de futebol trabalhar para jogador vinculado à mesma agremiação.
A pergunta, apesar de feita genericamente, objetivava analisar o comportamento de Felipe Ezabella, candidato a vice-presidente do Corinthians na chapa encabeçada pelo delegado Mario Gobbi, que, no período em que trabalhava no alvinegro representou o jogador Elias, como parte contrária na assinatura de vínculo com o Timão.
Dr. Rino esclareceu:
“(…) se for uma ação desse atleta contra o clube em que esse advogado trabalha ou é diretor, nesse caso, teria uma impossibilidade, inclusive pelo Estatuto da OAB”
Em tese, os interesses de Elias poderiam ser conflitantes aos do Corinthians, razão pela qual impôs-se a necessidade da representação de profissionais de direitos distintos, cada um de um lado da mesa, para efetivação do acordo.
Até os dias atuais, conforme comprova procuração assinada na metade de 2020, o cartola segue sendo procurador do jogador.
Recentemente, o presidente do Corinthians, Andres Sanches, acusou Ezabella de embolsar R$ 500 mil numa das transações de Elias ligada ao Corinthians.
O caso foi parar na Justiça e aguarda decisão.
Em defesa prévia, Sanches apresentou documentos que comprovariam sua manifestação e a composição em audiência de conciliação foi, consequentemente, descartada.


Documentos juntados por Andres Sanches, na Justiça, para comprovar o recebimento de R$ 500 mil de Felipe Ezabella em transação do jogador Elias


Íntegra da entrevista do Dr. Filipe Rino ao programa ‘Inacreditável’