Ícone do site

A fraude documentada: Fernando Garcia pagou R$ 700 mil, em dinheiro vivo, por Matheus Davó

Anúncios

Em primeira mão, o Blog do Paulinho publicou, ontem, que 9ª Vara Civil de Campinas tornou ineficaz a contratação de Matheus Davó pelo Corinthians, que foi acusado de cumplicidade em fraude, junto com cartolas do Guarani de Campinas e do agente de jogadores Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga e candidato a presidente alvinegro.

Para entender melhor basta clicar no link a seguir:

Por participação em fraude, Corinthians perde direitos sobre Matheus Davó

Desde já, agradecemos a audiência dos diversos jornalistas de portais relevantes, que reproduziram a informação, mas esqueceram-se, como ocorre com alguma frequência, de citar a fonte

Hoje, com documentos, acrescentaremos novos dados ao que já era, por si, escandaloso.

Primeiro a correção (que efetuamos no texto de ontem), sobre a quantia paga a uma empresa ligada ao ex-presidente do Guarani, Palmieri, pelo agente Fernando Garcia, para aquisição de Matheus Davó

Falava-se, nos bastidores do Bugre, em R$ 400 mil ou R$ 500 mil, mas, na verdade, foram R$ 700 mil, o que pressupõe, talvez, que o clube possa ter sido ‘chutado’ na diferença.

Detalhe: a expressiva quantia, que, em regra, nos negócios relevantes, costuma ser paga através de transferência bancária ou em cheque administrativo, foi depositada em espécie, conforme comprovante de depósito na conta da ‘Sócio Campeão GFC’, no banco Bradesco, Ag. 2748, C/C 0025508-4.

É estranho que Garcia, certamente bem informado sobre investimentos, disponha de tanto dinheiro parado ‘no colchão’

Não à toa a 9ª Vara Civil de Campinas, provavelmente desconfiada, pediu que os autos fossem encaminhados ao MP-SP para avaliação de possíveis delitos.

Vale lembrar, pouco mais de um mês depois, Garcia revendeu Davó ao Corinthians por R$ 2 milhões.

Notificado pela justiça sobre as irregularidades, o Timão, através de seu departamento jurídico, em ofício datado de 01 de junho, defendeu a operação, alegando que o clube não negociou com o Guarani, mas com terceiros, sem apontar, porém, o destino dos pagamentos:

 

Por outro lado, a empresa RDRN, credora do Bugre, comprovou notificações ao clube de Parque São Jorge (em novembro e dezembro de 2019), informando, antes da concretização do negócio, que Davó não poderia se desvincular do Guarani pelo fato de seus direitos econômicos estarem penhorados:

Por conta dessas provas, a Justiça, em sentença, indicou a participação do Corinthians na falcatrua:

“Por sua vez, inegável a ciência do “Sport Club Corinthians Paulista”, uma vez que foi notificado em dezembro de 2019 acerca da penhora dos direitos econômicos do referido atleta (págs. 479/488), anteriormente, portanto, à contratação firmada em janeiro de 2020”

“Daí porque o referido clube tinha conhecimento da inadimplência e da situação pré-insolvente do Guarani e optou por assumir o risco do negócio”

“Assim, afastada a boa-fé do adquirente e verificado que a contratação do atleta ocorreu após a penhora dos direitos econômicos”

Facebook Comments
Sair da versão mobile