
O Corinthians anunciou, em Nota Oficial, a redução de salários dos seus funcionários, amparando-se na Medida Provisória nº 936, de 1º de abril de 2020.
A justificativa apresentada são as de dificuldades de arrecadação impostas pelo coronavírus.
75% será o desconto em folha, bem acima da média de empresas e clubes que adotaram a mesma medida, que é de 30%.
Quase uma condenação à fome.
Enquanto isso, a mesma Nota indica a possibilidade de redução dos salários dos atletas, ainda que o presidente Andres Sanches, na semana passada, tenha garantido que não aconteceria.
Não há, porém, como comparar os procedimentos.
Os atletas do Corinthians recebem a maior parte de seus vencimentos através de contratos de imagem, burlando a CLT, única a ser atingida pela MP 936.
Ou seja, ainda que descontados em 100%, sequer sentirão falta, por conta dos outros 80% ou 90% que receberão na integralidade.
Enquanto isso, os faxineiros, copeiros e demais assalariados alvinegros terão que viver com 25% do salário mínimo.
Outros privilegiados do clube serão os ‘amigos do Rei’, que trocarão suas Notas Fiscais de empresas recém criadas e com apenas o Corinthians como cliente pela integralidade de seus pagamentos.
Gente que, há anos, circula o poder no Parque São Jorge como fazem as moscas ao redor do excremento.