
Recentemente, num encontro casual no velório de Roberto Avallone, conversei com pessoa ligada ao presidente dos Gaviões da Fiel, sob o testemunho de Wanda La Selva, irmã do histórico fundador da Torcida.
Entre os assuntos estava a opinião, sempre forte, do Blog do Paulinho à respeito do comportamento da facção.
A representante dos Gaviões, em contraponto ao argumento de que, comodamente, fechavam os olhos para os desmandos notórios de Andres Sanches no Corinthians, respondeu:
“Frequentemente nos reunimos com ele e realizamos questionamentos. Ele sempre respondeu as perguntas”
Emendei:
“Vocês alguma vez checaram as afirmações ou, comodamente, tomaram-nas como verdade?
A resposta foi:
“Demos a ele um voto de confiança”
Esse é o princípio básico da relação dos Gaviões da Fiel com a diretoria do Corinthians nos últimos treze anos: a torcida escuta as mentiras, mas finge acreditar, evitando assim um confronto real que possa inviabilizar ‘molezas’ notórias proporcionadas pelo clube à facção.
Vale lembrar, Sanches, em seu primeiro mandato, chegou a destinar a renda de um jogo do Timão para os caixas da entidade.
Daí, quando o futebol vai mal, é a vez da torcida interpretar o papel de ‘indignada’, realizando protestos mornos, com as frases feitas de sempre, mais direcionadas a jogadores e comissão técnica do que à cartolagem, de quem sempre almejam proximidade.
Se, de fato, os Gaviões da Fiel estivessem mais interessados em mudanças do que em garantir a manutenção das facilidades bastaria recorrer aos conselheiros que mantém dentro do clube e pedir-lhes providências reais contra a bandidagem que infesta o Parque São Jorge.
Um voto contrário à aprovação de contas ou pedido de impeachment bem fundamentado teria muito mais força do que os patéticos gritos às portas do CT da Ayrton Senna.