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Silêncio do Flamengo no ‘caso Rafinha’ é esclarecedor

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A resposta padrão para o fato do lateral Rafinha ser sócio de agência de jogadores ligada a, pelo menos, três atletas do clube, é trivial entre os imorais: “não vejo conflito ético” ou “está dentro da legalidade”.

O silêncio conivente do Flamengo, então, é absolutamente revelador.

Não se poderia esperar outra coisa de quem possui, entre cartolas do futebol, conhecidos parceiros de empresários, alguns embolsadores notórios de comissões.

Se o treinador Jorge Jesus, apesar de competente em sua função principal, está liberado para atender aos desejos de Kia Joorabchian – seu ‘dono’ – porque Rafinha não poderia, à margem do oficialismo, receber sinal verde para ganhar dinheiro com as contratações rubro-negras?

Enquanto os resultados do futebol continuarem satisfatórios, a ética e a moral dessa gente, assim como a avaliação dos torcedores sobre o assunto – e até de alguns jornalistas – permanecerá, indecentemente, flexível.

Vale lembrar, além de Léo Pereira, Rafinha agenciava o lateral Rodinei, seu concorrente na posição, que tratou de negociar ao internacional, assim como Matheus Dantas.

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