
Na virada do ano, venceu o prazo para que o Corinthians comprovasse a realização de R$ 12 milhões em contrapartidas que viabilizaram as autorizações para construção do estádio de Itaquera.
O acordo foi firmado com o MP-SP.
Estranhamente, o clube não apresentou as documentações exigidas.
Por conta disso, a promotoria protocolou ação de execução da pendência, que deverá ser quitada à vista, sob risco de penhora de bens e interdição da Arena.
A Justiça, nos próximos dias, deverá se manisfestar sobre o assunto.
Trata-se de um caso a ser bem explicado pela diretoria do Corinthians a seu Conselho Deliberativo.
Houve, de fato, a construção de uma creche na Zona Leste de São Paulo, à cargo de uma empreiteira ligada ao atual diretor adjunto de futebol, Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira, que teria custado R$ 8 milhões aos cofres alvinegros.
Pelo menos é o que a defesa do clube tem alegado na Justiça.
Em sendo verdade, algumas questões precisam ser respondidas:
- Por que a documentação que identificaria a relação pagamento/custo real da obra não foi apresentada à Justiça?
- Se custou R$ 8 milhões e não existe a comprovação, quem devolverá o dinheiro ao Corinthians?
- Por que o clube não processou ou denunciou a empresa, que lhe ocasionou tamanho prejuízo (financeiro e moral)?
A conta, somando-se os R$ 8 milhões aos R$ 12 milhões a serem executados, atinge R$ 20 milhões.