
Na última semana, em jantar comemorativo aos 100 anos de idade de Alberto Dualib, presentes ao evento, Andres Sanches, atual mandatário do Corinthians, seu parceiro, André Negão, e o dono da Kalunga, Paulo Garcia, reuniram-se, em sala anexa, para pequena discussão de negócios.
Naquele momento, entre diversos assuntos, sacramentou-se a recondução do ex-presidente ao CORI (Conselho de Orientação).
Dias antes, sem alarde, o próprio órgão, apesar de presidido por um manifestante do grupo ‘Fora Dualib’, havia aprovado o retorno do centenário cartola.
A brecha encontrada diz respeito ao texto do estatuto que concede direito a quem já presidiu o clube de figurar no órgão na condição de membro nato, sem citar a necessidade de ser ou não associado do clube.
Dualib, desde sua renúncia, em 2007, não é.
O entendimento vem gerando polêmica pelo fato doutro documento, assinado à época dos fatos pelo então presidente do Conselho, Carlos Senger, deixar claro que o citado cargo do CORI estaria vago.

Entre os que se manifestam abertamente contra a ideia de ter Dualib, após condenação por estelionato no exercício da Presidência do clube, com poderes de fiscalização no Parque São Jorge, a tese é de que, ainda que não citado explicitamente no Estatuto, é tácito que somente sócios poderiam atuar em órgãos de controle do Timão.
Existe, porém, os que defendem a recondução ou simplesmente não se opõem.
Ensurdecedor, porém, é o silêncio daqueles que, por ação, serviram de braço quase militar para a derrubada do então presidente, em 2007: os membros do ‘Fora Dualib’.
Um deles, Roberson de Medeiros, vulgo Dunga, presidindo o CORI, parece ter sido ‘amansado’ pelos cartolas alvinegros, mas existem outros, em cargos importantes, entre os quais um dos mais virulentos à época, o atual diretor adjunto de futebol, Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira, que permanecem escondidos debaixo da mesa.
Se honrassem as calças, renunciariam a seus postos.
Mas como deixar de lado a mina dos ‘diamantes’ após anos agindo opostamente ao que discursavam?
Certo é que, apesar de constrangedora, a volta de Dualib é menos danosa ao Corinthians do que a permanência de Andres Sanches, a quem muitos ‘Fora Dualib’ bajulam, servem e defendem, apesar de tudo o que já se sabe sobre ele.
