
No último dia 15, o arquiteto Willian Batista exerceu seu direito de cidadão e torcedor, comparecendo ao ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge, para assistir a vitória do seu São Paulo sobre o time da casa, o Corinthians, por 97 a 84, em partida da NBB.
Porém, o que deveria ser um momento de alegria foi estragado pelo comportamento de torcedores, diretores e funcionários do alvinegro.
Durante a partida, Willian, que vibrava pelo São Paulo, foi admoestado por dois marginais que, aos gritos tradicionais dos incivilizados que frequentam estádios de futebol, ameaçavam-no.
Chamada a intervir, a segurança do Corinthians, em vez de coibir a violência, pegou Willian pelo braço, obrigando-o a passar pelo constrangimento de ser retirado por fora do ginásio, sendo recolocado noutro setor, com visibilidade inferior.
Enquanto isso, os marginais seguiram livres para barbarizar.
Inconformado, Willian entrou em contato com a ouvidoria do Corinthians, que, ao receber as fotos dos agressores, mentiu, afirmando que não se tratavam de associados alvinegros.
O arquiteto, por razões óbvias, questionou:
“(…) como vocês, pelas fotos, conseguiram identificar que esse dois não são associados do Corinthians ?”

Até o momento não obteve respostas, nem soluções para seu caso.
O torcedor, agredido em sua honra, desabafou:
“(…) eu, que simplesmente adoro o jogo e exercia o direito de torcer a favor ou contra, fui retirado, forçado a dar a volta pelo lado externo da quadra e usar um espaço que estava fechado por fitas que impediam o acesso”
“Me pergunto se e este tipo de atitude ofensiva, opressora, preconceituosa que a administração do Ginásio Wlamir Marques promove ?”
“Se não, o que será feito a respeito ?”
Nem mesmo o diretor de esportes terrestres do clube, Donato ‘da erva’ Votta, que a ouvidoria disse ter copiado, dignou-se a entrar em contato com Willian.
O caso, de absoluto desrespeito, não apenas ao torcedor, mas ao cidadão que frequenta a sede do Corinthians, revela a insegurança do local e, também, o péssimo nível dos gestores alvinegros.
Willian deverá procurar, na Justiça, de Corinthians e NBB, os ressarcimentos cabíveis pela humilhação recebida.