
No próximo dia 30, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reunirá, extraordinariamente, para que o presidente do clube, Andres Sanches, forneça explicações sobre o negócio ‘estádio de Itaquera”, cada vez mais complicado.
Nada ocorrerá, porém, de prático, sem a presença de Luis Paulo Rosenberg.
Sanches deu aval para o negócio, teria recebido vantagens, indevidas, para tal, mas é incapaz de explicar uma linha sequer do acordo sem recorrer a frases feitas e pré-ensaiadas.
O verdadeiro negociador, que ajudou a redigir as clausulas contratuais, participou dos cálculos de juros e prestações, entre outras formalidades, tanto nos acordos com a CAIXA, quanto no da Odebrecht e demais parceiros, foi Rosenberg.
Somente ele, de fato, conseguiria responder aos questionamentos necessários para esclarecimento dos conselheiros.
Todos os demais nomes inseridos no contexto, ainda que com culpa e responsabilidade, apenas deram aval, cada qual a sua importância, nas decisões que foram tomadas, efetivamente, por Rosenberg.
Uma reunião apenas com Andres servirá para ganhar tempo até o próximo encontro, em que o citado ex-primeiro ministro seria convocado, empurrando com a barriga um mandato que, no mínimo por gestão temerária, já deveria ter sido interrompido.