
Para ter o atacante Gabigol emprestado da Inter de Milão, o Flamengo aceitou pagar impressionantes R$ 1,2 milhão mensais de salários ao jogador.
Nada justifica essa loucura.
Gabigol ainda é novo (22 anos) e pode até, embora nada indique isso, deixar de ser promessa para virar realidade no mundo do futebol, mas, no momento atual, trata-se de um colecionador de fracassos, não apenas na equipe italiana (profundamente arrependida ao contratá-lo), mas também em sua passagem pela Seleção Brasileira.
E o problema maior nem é técnico (embora, por vezes, seja), mas de comportamento: Gabriel acredita ser Van Basten e desfila no gramado como tal, ignorando a necessária aplicação tática e física, sempre levando treinadores à loucura.
A torcida é para que tudo isso mude, porém, nesse meio tempo, preencher-lhe os bolsos – e provavelmente dos intermediários e talvez cartolas envolvidos no negócio (onde tem Pelaipe sempre existe razões para desconfianças) – com quantia desproporcional à do merecimento, prejudicando os caixas rubro-negros, exercerá efeito contrário, o de “posso fazer o que quiser que continuarei milionário”.
Em tempo: R$ 64 milhões por 75% de Arrascaeta, que, em tempos de fartura do futebol brasileiro, lutaria por espaço no banco das principais equipes, é também arriscado e, talvez, merecedor de maiores investigações.