
Nos próximos dias a população brasileira decidirá, por enquanto, ainda nas urnas, se o pais será administrado por um fascista simpático a práticas lamentáveis, como a tortura, ou pelo herdeiro de um partido que chegou ao poder com discurso de esquerda, mas centralizou-se, lambuzando-se no mar de lama da corrupção.
Certeza, apenas, é a de que dias piores virão.
À extrema direita ou pela meia esquerda, é difícil crer que os candidatos conseguirão, com independência, agir para bem do Brasil.
Bolsonaro é um ser-humano de comportamento deplorável, cercado de gente semelhante, com pensamentos e atitudes fascistas, sem nenhum indício de que possa evoluir, enquanto Haddad, apesar de estar entre os melhores quadros do PT, dificilmente se livrará do peso, e do compromisso, de carregar muitos dos que saquearam os cofres públicos, direta ou indiretamente, em sua administração.
Seja qual for o resultado, perderemos todos, principalmente os que prezam pela democracia e a honestidade.