
As duas expulsões mais relevantes dos jogos de ontem, uma delas ocorrida na Champions League, a outra, pela Libertadores da América, servem de exemplo para demonstrar que o problema não é o VAR, mas a falta de capacidade de quem arbitra as partidas.
No caso europeu, em que a ajuda eletrônica é pré-historicamente negada pela UEFA, nem seria necessária para notar o exagero cometido contra Cristiano Ronaldo, dando a impressão de que o juiz, no melhor estilo Armando Marques contra Pelé, queria mesmo é aparecer mais do que o português.
Já na América do Sul, a arbitragem, induzida ao erro pelo ineficiente, mas talvez não inocente operador do VAR, ainda assim não merece desculpas tamanho o descalabro cometido na expulsão de Dedé.
Um escândalo, agravado pela marcação do segundo gol do Boca Juniors, exatamente no local em que o zagueiro estaria não tivesse sido eliminado da partida.
É fato: assim como carros potentes e tecnicamente espetaculares não são culpados quando envolvidos em acidentes por conta de motoristas irresponsáveis, o VAR (o computador e as câmeras), que mostra, em imagem e com imparcialidade, ângulos dos lances para complementar e ajudar o árbitro do jogo, é injustiçado quando criticado pela ruindade de quem lhe opera, seja na salinha dos estádios ou dentro de campo, na cabine de observação.