
Informe mensal protocolado pela BRL TRUST na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), detalhando movimentação do “Arena Fundo”, gestor financeiro do estádio de Itaquera, indica redução da dívida do Corinthians com a Odebrecht, de R$ 308,3 milhões para R$ 294,2 milhões
A diferença é de R$ 14,1 milhões.
Porém, duas pendências do clube,, que constavam no Informe anterior, sequer são citadas neste:
- R$ 25,6 milhões, oriundos de calote em repasse dos valores de ingressos;
- R$ 270,3 milhões, tomados em empréstimo, com recebíveis futuros em garantia (cotas de tv, patrocínios, etc)
Levando-se em conta a improbabilidade do Corinthians, diante do que demonstram seus balanços mais recentes, ter conseguido tamanha arrecadação em espaço de apenas um mês, é lícito supor que, se não houver erro de contabilidade, os repasses, que até então figuravam apenas como “garantidores”, em verdade, já foram utilizados.
Trata-se de episódio nebuloso, que deveria ser melhor explicado pelos gestores alvinegros ao Conselho Deliberativo do clube.
Vale lembrar que a dívida com a Odebrecht é apenas parte do que precisa ser honrado no negócio do estádio de Itaquera, restando ainda as pendências com a CAIXA , empréstimos “pontes”, debentures e a explicação para o incerto destino dois mais de R$ 200 milhões de CIDS negociados, mas não devidamente contabilizados.
Confira, no link abaixo, a íntegra do Informe Mensal do Arena Fundo, protocolado em 14 de setembro de 2018, na CVM, referentes às contas de agosto de 2018:
Informe Mensal Arena Fundo – setembro 2018