
Logo após as eleições do Corinthians, nas quais prestou-se à manobra de lançar-se candidato para, ao tirar votos da oposição, facilitar a vida do deputado federal Andres Sanches (PT), vencedor do pleito, o empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, surpreendeu com abertura de ação judicial contra a empresa “Telemeeting”, acusando-a de fraude nas urnas eletrônicas.
O leitor do Blog do Paulinho não foi enganado.
Explicamos que o procedimento tratava-se de “fogo de palha”, por conta de desacerto na composição da diretoria alvinegra, mas que ambos, parceiros comerciais que são, acertariam-se, e o processo cairia no esquecimento.
Não deu outra.
Andres Sanches precisa de Paulo Garcia para que a Kalunga financie sua campanha à releição ao parlamento – e, talvez, escapar da prisão – enquanto o empresário, por intermédio do irmão, Fernando Garcia, continuará com a porta aberta no departamento de futebol.
Na última semana, o JECRIM, por falta de provas após verificação das urnas denunciadas, enviou o procedimento instaurado contra a Telemeeting para abertura de Inquérito Policial.
Em resumo, o caso, conforme esperado, morrerá por ali.
Garcia enganou os eleitores alvinegros ao utilizar a Justiça para conseguir seus propósitos no Corinthians, tomou a gestão de Andres Sanches nas mãos, elegeu o presidente do Conselho, colocou um funcionário, Antonio Rachid, na sala da presidência e deverá, nos próximos dias, indicar ou concordar com os nomes que deverão compor a nova diretoria.