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Os magistrados, o juiz do Tatuapé e as eleições do Corinthians

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No consciente popular, em regra, magistrados são indivíduos ilibados, de notório saber e que possuem objetivo único de aplicar as leis, com isonomia, sem pender para lado algum.

A realidade, porém, nem sempre é assim.

Exemplo claro foi a notória interferência dos homens do judiciário no andamento das eleições do Corinthians, todas favoráveis, coincidentemente, aos interesses do deputado federal Andres Sanches (PT).

Vamos à cronologia dos fatos:

Fica claro, em resumo, que todos os candidatos à presidência do Corinthians, auxiliados pelos magistrados que, há anos, favorecem-se das ligações com os atuais gestores do clube, tinham como objetivo barrar, a todo custo, a possibilidade de vitória do único postulante à vaga que não prometeu cargos, mas sim acabar com os privilégios.

No caso das pesquisas, divulgadas um dia antes das eleições, a distorção é evidente: se antes da migração do voto útil (em exemplo, uma das chapas ao conselho, no dia das eleições, decidiu destinar mais de cem votos, prometidos a outro candidato, para Paulo Garcia), o índice de Citadini seria 14%, por razões evidentes, na hora da abertura das urnas, os números deveriam ser anda menores, porém, a apuração registrou 22%, que, pela lógica, eram ainda maiores no período em que os eleitores foram entrevistados.

O Juíz que tentou impugnar Roque Citadini, mas fez aparente “vistas grossas” a Paulo Garcia

O juiz Luis Fernando Nardelli foi retratado, ontem, em reportagem da FOLHA, que indicava os magistrados que, mesmo possuindo domicílio na capital, faziam uso do “Auxílio Moradia”, de R$ 4,3 mil mensais.

Aliás, no caso deste magistrado, duas dezenas de imóveis, aquisições, aparentemente, incompatíveis com seus vencimentos oficiais.

Diz trecho da FOLHA:

“Ao todo, nove magistrados do TJ-SP e dois do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região ganham o auxílio dos cofres públicos mesmo tendo, cada um, mais de cinco imóveis registrados em seus nomes.”

“O segundo que ganha auxílio e tem a maior propriedade na base de dados da prefeitura é o juiz Luis Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível do Foro Regional 8, de Tatuapé.”

“Há em seu nome 20 imóveis registrados na capital, entre eles apartamentos em Bela Vista, Consolação e Centro. O salário dele é de R$ 28.947,55.”

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