
Logo mais, às 08h, terá inícío a mais disputada das eleições do Corinthians, um pleito histórico marcado, lamentavelmente, por procedimentos deploráveis de alguns candidatos.
A movimentação política do Parque São Jorge indica polarização entre Andres Sanches e Roque Citadini.
Os dois com qualidades e defeitos amplamente conhecidos do público e do associado alvinegro.
Depois destes, o nome mais relevante é o de Paulo Garcia, dono da Kalunga, que entrou na disputa com o objetivo de tentar dividir votos de Citadini para facilitar a vida de Andres Sanches, assegurando, em consequência, os negócios da família dentro do clube.
Vale lembrar, o empresário foi o maior financiador da campanha ao parlamento do deputado, e fez parte da atual gestão, emprestando três de seus prepostos a Roberto de Andrade: Antonio Rachid, Emerson Piovesan e Flavio Adauto (os dois últimos, não por acaso, vices de sua chapa).
Na parte de baixo da disputa, pelo que deve ser a ordem de apuração nas urnas, surge Felipe Ezabella, que, durante a campanha, tamanha a “liberalidade” de comportamento, saiu apelidado “Dick Vigarista” por seus adversários.
Vendeu-se como “o novo”, mesmo tendo em seus quadros figuras como a do ex-vice de finanças do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, financiador único de do grupo, e o empresário de jogadores Fernando Alba.
Por fim, o caricato Romeu Tuma Junior serviu para divertir os eleitores com suas lambanças, conseguindo a proeza de, em vez de divulgar a marca “Tuma 2018”, com objetivos às eleições nacionais do final de ano, queimá-la profundamente.
Deverá amargar melancólica última colocação, morrendo abraçado com a única chapa de conselheiros que lhe deu guarida.
Voltando à disputa principal, o associado alvinegro tem claramente os caminhos a serem escolhidos: deixar tudo como está ou partir para uma mudança de gestão, e, principalmente, de princípios na condução dos próximos três anos de vida do Corinthians.