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Andres Sanches foge de embate com conselheiros que revelaram irregularidades do estádio de Itaquera

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Em reunião realizada ontem, no Parque São Jorge, o Conselho Deliberativo do Corinthians tomou conhecimento, oficialmente, dos problemas que cercam a obra do estádio de Itaquera.

Conselheiros, integrantes de uma comissão designada para avaliar a execução do contrato com a Odebrecht, apresentaram relatório final da auditoria assinada pelo escritório Claudio Cunha Engenharia e Construções.

A ausência de Andres Sanches, responsável principal pelos problemas, espécie de “Presidente da Arena”, decisor final de todas as determinações desde antes da construção até os dias atuais, foi criticada duramente, inclusive por seus eleitores, como o ex-vice-presidente Wilson Bento.

Presente ao encontro, o presidente, Roberto Andrade, apesar da culpa por ação (algumas assinaturas de contrato e relatórios de avanço), e omissão (ao acobertar promiscuidades do deputado), tratava-se de mero espectador, abandonado à própria sorte, sem condições de esclarecer as dúvidas dos conselheiros.

Além dos números, entre os quais o valor atualizado da dívida total (corrigida até agosto de 2017) do Corinthians: R$ 1.338 bilhão (BNDES, Odebrecht e empréstimos pontes), constatou-se que a própria diretoria do clube, por conta da impossibilidade de brigar com a construtora (em parte pela aproximação investigada pela Polícia Federal em sua “Operação Lava-Jato”), dificultou o trabalho dos auditores, sonegando documentos e informações relevantes.

Em resumo, os conselheiros souberam que:

De posse desse dados, as seguintes sugestões foram oficializadas à Diretoria, que ficou de responder, após analise dos pedidos, se vai ou não acatá-las:

A ausência do deputado federal Andres Sanches (PT) à reunião do Conselho, único que poderia responder aos questionamentos dos conselheiros, e a revelação de que a gestão alvinegra não colaborou, sequer, com auditoria contratada pelo próprio Corinthians, sugere que muitas das sugestões não serão acatadas, por conta da relação de promiscuidade notória de alguns dirigentes com a construtora, entre os quais o atual vice-presidente, André Negão, delatado, junto com o parlamentar citado, como recebedor de propina para trabalhar em desfavor dos interesses alvinegros.

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