
No último final de semana, o treinador da Seleção Brasileira, Tite, não se conteve quando, logo após ser homenageado pela torcida do Corinthians no estádio de Itaquera, viu seu clube de coração marcar gol contra o rival Santos.
Comemorou como se estivesse nas antigas arquibancadas.
O coração se sobrepôs à razão.
Críticas, por razões óbvias, foram feitas diante do episódio, algumas mais compreensivas, outras cobrando profissionalismo e compostura de quem exerce um cargo nacional.
Poucos se atentaram, porém, que bem mais grave, e comprometedor, do que comemorar efusivamente um gol marcado pelo Corinthians foi o fato de Tite assistir à referida partida no camarote da diretoria do clube, não em local isolado.
Esse procedimento garantiria-lhe não apenas mais privacidade, mas a distancia necessária da cartolagem, sempre cheia de interesses, naturalmente conflitantes com os do treinador da Seleção, evitando assim possíveis desconfianças em convocações posteriores.
