
Numa das reuniões realizadas pela cúpula alvinegra para minimizar os efeitos do “escândalo da base”, em que dirigentes do Corinthians foram flagrados recebendo dinheiro indevido em transações de jogadores, o vice-presidente, André Negão, desandou a criticar um dos acusados, até então seu parceiro, Mané da Carne:
“Tem uns trezentos casos do Mané na base iguais a esses”… “quem não sabe ?”… “se não abafar vai estourar tudo”.
Mais surreal do que a admissão das sacanagens pelo vice do clube foi a aparente normalidade de quem escutou, se calou e nada opinou sobre o assunto durante os encontros, desde desembargador até presidente do CORI (que tem por obrigação fiscalizar as sacanagens).
Em verdade, a preocupação demonstrada passava longe de punir os infratores ou resguardar os direitos do Corinthians, mas sim pelo temor das perdas políticas que o episódio poderia ter ocasionado a Andres Sanches, mentor de todos, que bancou a recepção em seu luxuoso apartamento no Tatuapé, quem tem, por sinal, a origem de recursos da aquisição investigada pela Policia Federal.