Informa a coluna do jornalista PVC, na Folha, que “o Corinthians aceitou receber 25% a menos de seu contrato de TV aberta, até 2018, para assinar novo acordo até 2024 e receber adiantamento de R$ 40 milhões.”
“O São Paulo não topou. Vai receber R$ 60 milhões de luvas –não é empréstimo– e terá garantia de equiparação com Flamengo e Corinthians.”
“Isso porque a Rede Globo fará rateio do dinheiro semelhante à Inglaterra: 40% igualmente para todos os times, 30% por performance, 30% por exposição. Com as luvas do novo contrato, o São Paulo aproximará o valor que recebe dos ganhos de Flamengo e Corinthians.”
A explicação para o clube ter negociado tão mal seus direitos de transmissão, mesmo sendo detentor, há anos, da maior audiência do futebol, é óbvio reflexo de uma gestão que, para se manter no poder, esfumaçou a imprensa (conivente) com números irreais de lucratividade, inflacionou o mercado de jogadores com aquisições que não poderia honrar, tomou empréstimos em condições quase sempre desfavoráveis, cedeu, quase gratuitamente, seus ativos (jogadores da base) sem critério transparente, até que a explosão de incompetência, embasada em atos ilícitos (quatro dirigente foram indiciados por crime fiscal), tornou-se impossível de ser recuperada.
Com o pires na mão, o Corinthians, nos últimos tempos, tornou-se presa fácil em qualquer tipo de acordo, desde os que, por mérito, tinha a obrigação de receber mais (como os contratos com a Globo), até os menos relevantes, em que empresas de “laranjas” ligadas a diretores pintam, bordam e lucram em obras realizadas nos CTs e também no Parque São Jorge.
Enquanto isso, mesmo enfrentando dificuldades, e também vitimado por gestor acusado de corrupção, o São Paulo, que possui em seus quadros dirigentes, ao menos, alfabetizados, não fechou o melhor acordo possível (necessitava de dinheiro, rapidamente), mas, de longe, é bem melhor do que as migalhas que o Timão receberá, e que, até 2024 (oito anos depois), tendem a se desvalorizar ainda mais.
