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Anistia política ao Coronel Nunes (CBF) é parte do triste “acervo” de Marcio Thomaz Bastos

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bastos e lula

Falecido em 2014, aos 79 anos, o ex-Ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, tem dois currículos frequentemente divulgados, ambos, porém, bem conflitantes.

O corporativismo (ou talvez admiração por síndrome de reflexo) de alguns juristas apresenta-o como “mito” da profissão, os fatos, porém, o reduzem a mero, apesar de importante, colaborador da criminalidade.

Foi, certamente, mentor da grande maioria dos mensaleiros (principalmente do chefe de todos eles), trabalhou para defendê-los, além doutros trabalhos paralelos, porém oriundos de desdobramentos de corrupção política, como o caso Carlinhos Cachoeira, pelo qual, aliás, chegou a ser acusado de lavar dinheiro do bicheiro.

Sua defesa exacerbada pela liberação das drogas pode ser explicada, certamente, por um dos presidiários de Tremembé, que, ao cometer crime contra o filho do ex-jurista, diz a que quiser escutar ter encontrado grande quantidade de cocaína na residência.

“Impossível ser apenas para consumo”, revelou a este jornalista.

Fato é que a herança deixada por Bastos, quase R$ 400 milhões (oficiais), apesar de se falar em mais que o quádruplo, se avaliadas, a preços de mercado, o que foi subavaliado no inventário, não parece ser compatível com suas declarações de renda.

Todo esse histórico descrito, apenas resumido (há diversos casos no mesmo padrão), serve para contextualizar a atitude de Bastos, enquanto Ministro da Justiça, que não revelou constrangimento em solicitar, oficialmente, a Anistia Política do presidente da CBF, Coronel Nunes, membro e admirador dos períodos de Ditadura no Brasil, agraciando-o com R$ 243 mil a titulo de indenização, além de R$ 14 mil de salários.

Mais uma, entre tantas obras do triste acervo de vida do ex-ministro da Justiça do mais corrupto Governo de que se teve notícia no país.

marcio thomas e nunes

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