Muito tem se comentado sobre a Assembléia Extraordinária da CBF, convocada às pressas pelo presidente Marco Polo Del Nero, para adoçar ainda mais os dirigentes de Federações, sempre em desfavor dos clubes, principais interessados, e atingidos, pelo que se decide às portas fechadas.
Por que as Federações fazem tudo o que a CBF quer ?
Por que os clubes, prejudicados, não se revoltam ?
Essas são as questões levantadas, ainda mais após as investigações do FBI e da Justiça Suiça, que prometem ocasionar novos constrangimentos aos dirigentes brasileiros, e não deve parar apenas na prisão de José Maria Marin.
Em tese, seria o momento adequado para mudanças.
Porém, o histórico de vida das pessoas que trabalham no futebol, seja em federações ou nos clubes, demonstra que não há possibilidade, nem desejo, de que haja rompimento de um sistema que claramente os beneficia.
A grande maioria, mesmo os que, estatutariamente, não deveriam receber remuneração, invariavelmente melhoram (muito) o padrão financeiro no exercício de seus cargos.
Negociatas, mensalinhos da CBF, agrados de patrocinadores, muitos são os recursos, quase sempre indevidos, quando não, imorais, que impedem a maior parte dos cartolas de aderir às iniciativas de transparência.
Em verdade, para sobreviver (no poder e nas finanças pessoais), como vampiros que sugam o futebol, a cartolagem precisa das sombras, do oculto, da tumba fechada.
Poucos são os dirigentes esportivos, de clubes e federações, que resistiriam a luz do Sol.
