Em meio ao furacão proporcionado pelas investigações do FBI, que derrubaram as Casas Bandidas de FIFA e CBF, descobriu-se que os mandatários das respectivas entidades embolsavam boa parte dos recursos advindos dos Direitos de Transmissão dos torneios de futebol.
Ou seja, dinheiro dos clubes e seleções.
Para citar apenas o exemplo brasileiro, José Maria Marin, J. Hawilla, e, tudo indica, Marco Polo Del Nero, roubaram Corinthians, Flamengo, São Paulo, Vasco da Gama, Palmeiras, etc.
Será que nenhum destes pedirá, seja diretamente ou por vias judiciais, o proporcional ressarcimento ?
Por que os dirigentes destes clubes, comprovadamente lesados pela corrupção de FIFA e CBF, até agora não se pronunciaram ?
No mínimo, deveriam demonstrar indignação.
Vale lembrar que cobrar a grana de suas agremiações, surrupiadas pelos ladrões do esporte, não se trata de opção dos citados dirigentes, mas sim de obrigação (de zelar pelo patrimônio de seus clubes) assumida ainda na posse dos mandatos.
Torcedores, associados e conselheiros devem cobrar posicionamentos oficias de seus dirigentes, e também ações efetivas de reparação financeira do montante desviado aos bolsos dos “espertalhões”.
Ou será que o estranho silêncio dos cartolas de clubes nacionais tem motivações desconhecidas (mas fáceis de serem especuladas) para existir e até impedir que providências esperadas sejam levadas a cabo ?
