A FIFA antecipou para o meio de 2015 o prazo limite para os clubes se adequarem as novas normas que impedem intermediários de serem donos de direitos econômicos de jogadores de futebol.
Porém, encontra resistência, enorme, no Brasil, o país da malandragem.
Tudo porque os dirigentes precisam dos empresários para que estes, como “laranjas”, recebam por eles a remuneração indevida.
Entre os intermediários, o mais debochado é o pai de Neymar:
“Os investidores mais fortes vão fazer negócios pelos clubes. Eu, com o Uberlândia, o Eduardo Uram, com o Tombense, o Juan Figer, com o Londrina”.
De hábitos conhecidos nos bastidores esportivos, nenhum deles elogiáveis, o pai do maior jogador do Brasil não só afrontou a FIFA, explicitando a maneira a ser utilizada para continuar a delinquir, como entregou outros de sua estirpe, gente que infelicita o esporte, mas faz a alegria dos cartolas que desviam dinheiro dos clubes.
Duas são as evidentes providências que a entidade deve colocar em prática, com urgência:
– punir o pai de Neymar e outros mais pela incitação ao ilícito, banindo-os de qualquer relação profissional com o esporte;
– punir severamente, com desfiliação, os clubes que se prestarem a esse tipo de sacanagem.
Cabe também aos torcedores, mesmo que poucos, dessas agremiações utilizadas por “espertalhões”, denunciarem e exigirem providências, unica maneira do futebol brasileiro se livrar dos bandidos que nos levaram ao ápice do constrangimento, após a humilhante derrota de uma Seleção formada por mercadorias duvidosas de empresários, devidamente colocados em seu lugar pela poderosa Alemanha.
