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Conselheiro admite que “mensalão” do Vasco da Gama foi praticado pelo grupo “Cruzada Vascaína”

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cruzada vascaina

No início do ano, grupos políticos do Vasco da Gama, alguns ligados a Roberto Dinamite, acusaram membros que apoiam a oposição, entre eles gente do famoso “Casaca”, que trabalha por Eurico Miranda, de comprar votos para as futuras eleições.

O método, apelidado de “mensalão”, consistia em  pagar para a adesão de novos associados, inclusive suas mensalidades, que, em contrapartida, direcionariam seus votos aos benfeitores.

Entre os que apontaram o dedo estava a “Cruzada Vascaína”.

Porém, em recente postagem de um conselheiro vascaíno nas mídias sociais, a mascara caiu.

O citado grupo não apenas é o responsável pelo “mensalão”, como cometeu um crime “Lesa-Vasco” de colocar em seus quadros torcedores doutras equipes, que, por razões óbvias, querem mais é que o clube se dane na hora das votações.

Yuri Jacob Lumer, conselheiro vascaíno e membro da “Cruzada” diz:

“Ouvi dizer que muitos grupos e alguns potenciais candidatos (Horta entre eles) incentivaram diretamente uma campanha de associação, chegando mesmo a financiar adesões.

Eu sinceramente não enxergo isso como mensalão ou compra do clube.

Cruzada fez uso desse expediente, inclusive usando seu caixa e doações de associados (eu fui um deles) para o pagamento de muitas filiações de torcedores próximos.

Eu só não concordei em colocar não vascaíno como sócio, mas acho que fui vencido nessa.

Como sou a favor da transparência e de assumir o que se fez achei por bem comentar.

De qualquer forma, acho que o Estatuto deve ser revisto para dar mais segurança institucional.

Ao menos o título de sócio proprietário, apesar de hoje se configurar patrimonialmente como uma dívida, deve ter um rito um pouco mais elaborado para sua concessão ou transferência.”

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o caso, tem agora material suficiente para efetuar diligências, inclusive com a confissão explícita de um dos culpados.

 

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