Diferentemente do que Walter Torre Junior vem dizendo, sem verdade, em sua conta de twitter, “que nunca entregou obras com atraso”, a regra para a WTORRE, empresa que sequer consegue alimentar adequadamente seus funcionários, é bem diferente.
Todas as suas obras, sem exceção, tiveram problemas.
A maios recente, a do Shopping JK, ficou meses atrasada pelo descumprimento da construtora a normas acertadas com o MP, levando lojistas a prejuízos incalculáveis.
Noutros casos, assim como ocorreu no estádio palmeirense, além do descumprimento de prazo, houve até mortes de trabalhadores, quando a empresa, mesmo embargada judicialmente, operou na clandestinidade, sem requisitos mínimos de segurança.
Sem contar o empreendimento do Dique Seco, realizado de maneira “suspeita” em terras desapropriadas a preço elevado, na cidade de Rio Grande (RS), e que pertenciam a então diretora da Petrobrás, Dilma Rousseff.
Licitação vencida, segundo notícias à época, por uma “laranja”, que depois foi incorporada pela WTorre, com facilitação do PT, e que resultou numa obra desastrada, que precisou ser toda refeita, custando aos cofres públicos o dobro do que havia sido orçada.
Não poderia se esperar, obviamente, que as coisas corressem conforme combinado, na Arena Palestra.
Desde 2010 a construtora promete entregar o estádio ao Palmeiras.
Depois passou para 2011, 2012, 2013, 2014 e, agora, sabe-lá quando as coisas serão, de fato, finalizadas.
A grande verdade é que a Wtorre atravessa dificuldades financeiras – previstas anteriormente não apenas por esse espaço, mas por qualquer pessoa que minimamente pesquisou o mercado – e não possui recursos, no momento, para cumprir o que prometeu.
Razão pela qual inventa brigas e problemas, mascarando a realidade financeira.
Toda a obra da Arena Palestra, até o momento, foi paga com empréstimos tomados pela WTORRE, sejam bancários ou por emissão de debentures, no intuito de, com o funcionamento do estádio, quitar a pendência.
Não deu certo.
Os credores agora batem a porta da construtora para receber, e a situação tem ficado cada vez mais insustentável.
Resta ao Palmeiras executar o contrato, cobrar as devidas multas, desde 2010 – sabe-se lá o motivo de nunca terem sido executadas – e tentar ainda – com certeza a melhor solução – transferir o empreendimento para uma construtora de porte, que devolverá a Walter Torre tudo o que já foi gasto até o momento.
