
Após nove meses, Rene Simões, apresentado como esperança de reformulação das categorias de base do São Paulo, pegou seu boné e foi embora.
A versão oficial, “problemas pessoais”, não condiz, num todo, com a realidade.
Simões, profissional correto, estava desgastado e desestimulado com as frequentes denuncias de favorecimentos a personalidades conhecidas do Tricolor no departamento que tentava profissionalizar.
A exposição pública, recente, de algumas dessas mazelas, com nomes, inclusive, e a falta de vontade da diretoria tricolor em investiga-las, parece ter sido a gota d’água.
O ex-coordenador deve agora seguir carreira solo em algum clube do Brasil – fala-se até no Vasco da Gama – interrompendo um trabalho que, a principio, tinha tudo para ser revolucionário.
Não foi.
Culpa do sistema corrupto que beneficia funcionários, conselheiros e empresários dos principais clubes de futebol do Brasil, e somente será combatido, um dia, por dirigentes com coragem de bater de frente com os mafiosos do esporte.