
No último mês, em reunião realizada no 12º andar da Prefeitura de São Paulo, na sala da Secretária de Finanças, membros do Comitê de Construção do Estádio da Copa reuniram-se para avaliar o andamento das obras no “Fielzão”.
O evento foi presidido pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra.
Dirigentes do Corinthians fizeram explanações sobre o que foi realizado até o momento, e o custo para finalizar o empreendimento.
Parece não terem sido convincentes.
Tanto que a Comissão decidiu, ao final dos trabalhos, adotar as seguintes providências, segundo a Ata da reunião:
1) encaminhar o presente processo administrativo para SIURB efetuar análise técnica do projeto de engenharia e arquitetura para construção de estádio para a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, ora apresentado, nos termos do contido no art. 5º, inciso VI, § 2º do Decreto Municipal nº. 52.871, de 2011, em especial para os seguintes esclarecimentos:
a) O projeto de engenharia e arquitetura apresentado atende as exigências da FIFA para ser o estádio de abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, conforme estabelecido no caput do art. 1º da Lei Municipal nº. 15.413, de 2011?
b) O cronograma físico financeiro apresentado é exeqüível, frente às exigências legais, para se concluir a obra antes da abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, conforme estabelecido no inciso I do § 1° da Lei Municipal nº. 15.413, de 2011?
c) A área onde será edificado o estádio para a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014 está inserida no § 1º do art. 1° da Lei Municipal nº. 14.654, de 2007, com a relação dada pela Lei Municipal nº. 14.888, de 2009, conforme estabelecido no inciso II do § 1° da Lei Municipal nº. 15.413, de 2011?
d) O orçamento apresentado é compatível com os preços de mercado para esse tipo de obra?
e) As etapas apresentadas no projeto são corretas do ponto de vista de engenharia e prestam-se adequadamente para fins de fiscalização e acompanhamento do andamento da construção do estádio?
2) solicitar à requerente a apresentação do alvará para início de obras.
Dúvidas estas que, a esta altura dos acontecimentos, já deveriam ter sido sanadas, e que, pelo visto, os dirigentes alvinegros, pelo menos nesta reunião, não estavam preparados a esclarecer.