
“Eu estou curado… Doutor Runco me liberou, agora é só assinar com o Flamengo”
As palavras acima, proferidas pelo atacante Adriano, que um dia já foi Imperador dos gramados, enchem de esperança não apenas o torcedor do Flamengo, mas também a presidente do clube, Patrícia Amorim, ávida por um factoide eleitoral.
Porém, trata-se claramente de uma meia verdade.
A recuperação da contusão no “tendão de aquiles” é o fator menos preocupante em sua recuperação como atleta.
Todos sabem do que é capaz fora dos gramados, do porque age dessa maneira e quanto isso atrapalha seu desempenho profissional.
Sem a verdadeira “cura”, de nada adiantará acreditar na utopia de uma volta por cima, mesmo tendo o jogador, de fato, carinho pelo clube.
Mais cedo ou mais tarde, após um período possível de aparente bom comportamento, e as tentações, impossíveis de serem negadas por alguém clinicamente comprometido, tendem a ser mais fortes do que suas responsabilidades como jogador.
Algo que o Dr. Runco, famoso, porém insignificante academicamente, teria a obrigação de tratar, ou encaminhar um tratamento, antes de qualquer possibilidade de expor Adriano a uma situação que pode agravar ainda mais seu já difícil quadro clínico.
O torcedor do Flamengo que não se engane, nem tenha falsas expectativas, como pretende a atual mandataria do clube, preocupada apenas com seu próprio umbigo.
A realidade, dura, é bem mais difícil do que a que será apresentada nos próximos dias por boa parte da imprensa e pelos dirigentes flamenguistas.