Está comprovado, não apenas por episódios ocorridos no Brasil, mas com os recentes acontecimentos na Itália, de que a jogatina em apostas de resultados no futebol é facilmente manipulável.
A grande maioria dos jogadores, principalmente os de divisões inferiores, além de ganharem mal, possuem sérios problemas de criação, cultura e até discernimento sobre a gravidade do ato que praticariam ao negociar sua própria integridade a meia dúzia de apostadores.
A massa corruptível, que, eventualmente, pode até atingir as divisões principais – temos o caso Edilson Pereira de Carvalho, árbitro, como exemplo – é realmente muito grande.
Razão pela qual não podemos nos dar ao luxo de permitir a legalização desse procedimento no Brasil.
O risco de enriquecer mafiosos e prejudicar a credibilidade do esporte mais popular do mundo não justificaria o discurso apresentado na última semana por Deputados, ávidos pela liberação da jogatina, de que aumentaria a arrecadação de impostos.
Entre eles um ex-jogador de futebol, Deley, que por conhecer a fundo o meio da cartolagem e dos meandros do esporte, deveria ser o primeiro a se posicionar contrário à ideia.
