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Caiu o imperador, mas ficaram os “bobos da corte”

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Ao renunciar à presidência da CBF e também ao COL, Ricardo Teixera, apesar de nos felicitar com a ação, deixou dois de seus seguidores em posição constrangedora.

Como se fossem os “bobos da corte” do Império, tanto Andres Sanchez quanto Ronaldo Fenômeno, de alguma maneira, foram traídos.

O ex-presidente alvinegro não terá vida fácil na entidade, após se mostrar cão fiel do Barão, bajulando-o em todas as entrevistas possíveis.

Com o emprego em risco, mesmo se ficar na CBF, Andres será tratado como capacho, humilhado por seus desafetos que jamais imaginara um dia ocuparem o poder.

A situação de Ronaldo é ainda pior.

Enquanto Sanchez nunca enganou ninguém com suas atitudes, o Fenômeno sempre teve a imagem de pessoa correta, bem trabalhada, é verdade, pela emissora parceira da CBF.

Aproveitando-se do prestígio, prestou-se ao papelão de blindar o Imperador, aceitando cargo num Comitê que claramente trabalhava a favor do bolso do grupo que há anos comandava o futebol brasileiro.

Elogiou publicamente e defendeu Ricardo Teixeira como se fosse um dirigente exemplar, esquecendo-se ou pouco se importando com imagens exibidas em toda internet, na qual o tratava como pessoa de duplo caráter.

Nem se passou muito tempo e Ronaldo viu aquele que defendia renunciar na tentativa de escapar de coisa pior.

Fez papel de bobo, servindo a quem sempre prestou desserviços ao futebol e terá que arcar com uma mancha que impregnará para sempre sua história, que, mesmo não sendo tão límpida, era reverenciada pelo povo brasileiro.

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