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Sobre o caso Fabinho Fontes

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O assunto do dia, ontem, foi o crime hediondo, para não dizer monstruoso, cometido pelo jogador da equipe de Masters do Corinthians, Fabinho Fontes.

Sem dúvida, imperdoável.

Porém, pouca gente tocou num assunto, que em nada justifica a ação cometida, mas serve para traçar um parâmetro de como silenciar sobre certas atitudes podem ter reflexos terríveis no futuro.

Fabinho Fontes foi um dos garotos, todos no Parque São Jorge sabem disso, que teria sido molestado sexualmente nas categorias de base do Corinthians, por um ex-coordenador, afastado do clube por pedofilia.

Na época dos acontecimentos, muitos dos atuais dirigentes alvinegros trabalhavam no setor e, em vez de coibirem o fato, ironizavam, contavam piadas e até se divertiam com as histórias contadas.

A omissão, à época, pode ter ocasionado, ou não, o estado doentio de uma mente que praticou tamanha monstruosidade com uma criança de cinco anos.

E, se o Dr. Sergio Alvarenga, que, diga-se de passagem, nada tem a ver com o período citado, embora também saiba da verdade, tratou de publicar uma nota oficial, na tentativa de desvincular o jogador do clube, os fatos claramente tratam de desmenti-lo.

Fontes, assim como outros ex-jogadores, embora não mantenham vínculo assinado, o possuem informalmente, já que recebem “cachês” para atuar.

O Corinthians tem todo o direito de não querer se envolver neste episódio, mas não o de mascarar a verdade.

Nem a atual, muitos menos as do passado, de tristes lembranças.

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