São Marcos do Palestra Itália, jogador raro, ser humano decente, pendurou as luvas com a dignidade que marcou toda a sua brilhante carreira.
Ídolo palmeirense e também do povo brasileiro, que teve a sorte de vê-lo disputar uma Copa do Mundo notável, em 2002, ocasião em que conquistou o merecido troféu.
Naquele mês, tivemos a honra de torcer e vibrar com o Marcão, sentindo no coração o que, até então, era privilégio apenas de torcedores do Palmeiras.
Coube ao destino que Marcos virasse “santo” ao defender um pênalti do melhor jogador – no momento – de seu maior rival, numa partida que entrou para a história.
Frente a frente estavam dois craques da bola, cada um na sua posição, porém, absolutamente diferentes na postura e no caráter.
O “céu” venceu o “inferno” naquela noite, em que o vencedor, dali por diante, acumulou mais glórias, enquanto o perdedor, Marcelinho, mais e mais foi se apequenando.
Até para terminar a carreira, Marcos foi grande, ao reconhecer em Deola, seu substituto, melhor condição física para atuar no momento.
Sem dúvida o homem, um “santo”, uma lenda, que merece toda a reverência possível, deixou os gramados do mundo para ocupar seu lugar na história.
