Confesso “estranhar” as declarações de Martorelli, presidente do Sindicato de Atletas, sobre o caso que envolve o São Paulo e seus atletas de base.
Primeiro porque é nítida a sua intenção de criticar apenas um lado, ocultando, a ação dos empresários mafiosos neste caso.
Diz que o São Paulo coagia os pais de atletas – acusação grave – mas não menciona uma linha sobre Giuliano Bertolucci.
Por que será ?
Ao observar o histórico de Martorelli e de sua, no mínimo, incompetente gestão junto ao Sindicato me coloco no direito de acreditar que possa estar sendo favorecido, de alguma maneira, por essa gente.
Vale lembrar que a advogada Gislaine Nunes, inimiga dos clubes, é sua amiga.
O Sindicato dos atletas é a organização mais inútil do Brasil.
Nunca, nos cerca de 14 anos da gestão de Martorelli, ouviu-se uma declaração tão fervorosa – como as realizadas durante a semana – em benefício de seus filiados.
Não há advogados para defendê-los – uma aberração – pagos pela entidade.
Mas há escritórios particulares indicados, pelo ex-mediocre-goleiro do Palmeiras, aos atletas que lá aparecem, sob acusação de comissionarem o atual presidente do sindicato.
Durante sua carreira de atleta de futebol, Martorelli sempre foi inexpressivo.
Por conseqüência, nunca recebeu grandes salários.
Estranhamente, ao ocupar o “NÃO” remunerado cargo do sindicato, também de maneira “inexpressiva”, por mais de uma década, parece ter obtido vantagens maiores.
Seu patrimônio cresceu de maneira assustadora.
Muito estranho.
Evidente que não há santos no departamento de base do São Paulo, mas Martorelli não é a pessoa mais qualificada para comentar sobre o assunto.
Por anos conviveu com falcatruas do esporte e nunca se pronunciou.
Somente agora, quando os “interesses” de um grupo criminoso estão sendo atingidos, emite opiniões cirurgicamente direcionadas.
Não tenho duvida.
Há algo de podre no “feudo” do Sindicato dos atletas profissionais.