A apresentação do atleta Roberto Carlos no Corinthians, plasticamente perfeita, pela televisão, teve momentos absoltamente constrangedores em seus bastidores.
Dirigentes tiveram que fazer tudo o que as organizadas quiseram.
Jornalistas foram ofendidos antes, durante e depois da entrevista coletiva, estupidamente marcada para dentro do gramado, diante de uma temperatura que ultrapassava os 30°.
Tudo para agradar os Gaviões da Fiel.
Constrangido, Roberto Carlos recebeu uma camisa da organizada, de “aspones” da diretoria, que fez de tudo para não vestir.
No final, foi obrigado a começar a entrevista, alertado do “perigo” que poderia ocasionar a recusa, com um boné da facção.
A camisa oficial do clube, com o nome daqueles que contribuem efetivamente para o clube, ficou apenas para o final.
Logo depois, dirigentes alvinegros permitiram que muitos destes “organizados” abordassem o jogador e falassem as bobagens costumeiras.
Fingindo interesse, com inteligência, Roberto Carlos ouviu, calmamente, a sucessão de asneiras.
Vez por outra fixava o olhar em algum dirigente, esperando uma atitude, que evidentemente não aconteceu.
Roberto Carlos começa sua fase corinthiana empolgado, mas já percebeu que, fora de campo, terá que tomar seus cuidados.