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Palmeiras arde no fim do ano

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Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

As coisas vão mal no Palmeiras.

Muito mal.

Prova disso está na entrevista dada pelo seu presidente  à “Folha de S.Paulo” de ontem. 

Luiz Gonzaga Belluzzo disse ao editor do Painel FC, Eduardo Arruda, que está “preocupado, com medo. Se eles reprovarem as contas, ficaremos queimados no mercado. Quem é que vai cuidar do desastre, do armagedon financeiro que se tornará o clube? Quem é que vai convencer o banco ou alguém a por dinheiro aqui?”, referência ao risco de não ter suas contas aprovadas.

Risco que, de fato, existe, porque paulatinamente, com o desentendimento entre o seu grupo e o do ex-presidente Afonso Della Monica, Belluzzo perdeu a maioria.

Um desastre.

Enquanto a oposição mais radical (leia-se os adeptos de Mustafá Contursi) garante que a dívida do Palmeiras já está na casa dos 120 milhões de reais, a oposição moderada (turma de Della Monica) afirma que ela é de 96 milhões, 56 milhões a mais do que quando Belluzzo assumiu a presidência.

Só de juros o clube paga hoje quase 2 milhões de reais por mês.

Se não bastasse, no futebol, o fato é que o vice-presidente Gilberto Cipullo quer ver Muricy Ramalho pelas costas, assim como também quer o gerente Toninho Cecílio, coisa que o técnico está cansado de saber, até porque o parceiro José Hawilla é mais um que está descontente com ele.

A Traffic teve um prejuízo que chegaria aos 20 milhões de reais na gestão de Vanderlei Luxemburgo e Muricy não colaborou para diminui-lo ao deixar de atender os pedidos para botar alguns jogadores na vitrine.

Muricy não deverá resistir no posto tão logo aconteça uma segunda derrota do time, mesmo que seja no Paulistinha.

E isso para não falar de Vagner Love, obviamente carta fora do baralho alviverde.

Tudo somado, há o risco de a não aprovação das contas redundar num pedido de impeachment de Belluzzo, com a consequente volta de Contursi ao poder.

Quadro pior, impossível.

Seria a desmoralização total da honestidade, como já aconteceu com a cidade do Rio de Janeiro, sob a gestão do inatacável, moralmente, prefeito Saturnino Braga.

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