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São Paulo tropeça,mas Mengo só empata

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Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

O drama do Botafogo ameaçado parecia bem resolvido.

Como um torniquete, apertou o São Paulo o quanto pôde e fez um golaço com Jobson, de fora da área, no ângulo de Rogério Ceni, aos 14.

O até então apático tricolor tratou de ir à luta.

Mas só foi perigoso mesmo depois do 40o. minuto, quando Marlon obrigou Jefferson a fazer boa defesa, quando Miranda mandou uma bola na trave e quando Washington, de cabeça, aproveitou um cruzamento de Júnior César para empatar: 1 a 1.

Minuto antes, Jobson perdeu gol feito cara a cara com Rogério.

Mas o gol de Washington foi daqueles que parecem premonitórios, feito no momento mais certo possível.

E foi o mesmo Washington quem, aos 10 do segundo tempo, fez o pivô para Jorge Vagner fuzilar e definir a virada: 2 a 1.

Mas durou pouco.

Porque Jobson foi à linha de fundo, a defesa do São Paulo vacilou, bate rebate pra cá e pra lá e Renato empatou de cabeça: 2 a 2.

Aos 25, Richarlyson, pega Victor Simões e é corretamente expulso.

O Botafogo cresce e tenta a vitória a qualquer custo.

Tanto que toma uma bola no travessão dessas de gelar a espinha, de Hernanes.

Em seguida, em contra-ataque, Marlos tenta o gol quando Washington estava livre para marcar.

Aos 38 foi a vez de Juninho ser expulso: 10 contra 10.

Aos 43, quando tudo indicava o empate, Jobson deu um come brilhante em Miranda e faz novo golaço e acaba expulso, pela comemoração, dessas burrices da recomendações da Fifa: 3 a 2 e 9 contra 10.

Rodrigo Dantas também foi expulso e o Glorioso ficou com oito!

Assim mesmo, estava ótimo para o Botafogo e para o…Flamengo.

No Maracanã com mais de 78 mil pagantes e mais de 83 mil presentes, um lindo mosaico anunciou: “A maior torcida do mundo faz a diferença”.

Pois deveria mesmo ter feito.

Mas não fez.

O Flamengo parece que ficou paralisado diante de toda aquela festa e permitiu ao Goiás duas grandes chances de gol no primeiro tempo, ambas neutralizadas por Bruno.

Sim, Petkovic batendo falta e Adriano, na pequena área, também tiveram boas chances.

O segundo tempo teve mais Flamengo, com Harlei precisando trabalhar bastante e tomando muitos sustos, mas, de fato, a melhor possibilidade de gol foi desperdiçada por Vitor, logo no começo do segundo tempo.

O Flamengo acabou se desesperando e partiu para aquele tipo de pressão que raramente resulta em gol, embora dê a sensação permanente de que ele vá acontecer, como expõe aos contra-ataques. Num desses, Felipe quase fez o gol.

Até Bruno foi para a área tentar cabecear.

O 0 a 0 foi simplesmente imperdoável e tudo que o São Paulo queria.

Não foi a mesma frustração daqueles 3 a 0 para o América do México, mas…

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