A notícia que cinco bandidos, quatro deles armados, invadiram os vestiários da Portuguesa, ameaçando o treinador Renê Simões e o atleta Edno, não me causou nenhuma surpresa.
Há muito tempo a Lusa é freqüentada por gente desta estirpe.
Muitos de seus dirigentes e conselheiros são ligados a facções criminosas, alguns são até protetores de traficantes.
É por este motivo que essa gente sente-se a vontade para barbarizar no local.
A Lusa é um clube minúsculo que se acha enorme.
Um dia já foi grande, embora nunca do tamanho pintado por grande parte da imprensa.
Por este motivo as cobranças precisam ser proporcionais ao que o clube pode oferecer.
O que não é lá grande coisa.
Mas em nenhum momento pode-se tolerar este tipo de atitude criminosa.
Manoel da Lupa, presidente da Lusa, e grande parte dos dirigentes, sabem quem foram os invasores, mas omitem-se, acovardados e aprisionados pelo imenso rabo preso da conivência com os marginais.
Se eu fosse Renê Simões, que não precisa passar por isso, entregaria meu cargo.
A Lusa em nada pode acrescentar em sua carreira.
É absolutamente desnecessário que passe por este stress.