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Juvenal tenta explicar, mas não convence

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“Os parceiros estão chegando, e procuramos dinheiro do BNDES, sim. Se ele pode financiar a Daslu [loja de luxo], por que não pode investir no futebol, que mexe com o povo, com o homem simples, das palafitas, o homem descalço…”

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, a cada dia, demonstra a real situação do Tricolor para tentar ser uma das sedes do Mundial de 2014.

Ela é desesperadora.

A frase “os parceiros estão chegando”, é bem diferente do que foi dito meses atrás, até por setores da imprensa, de que o clube já contava com empresas trabalhando pela Copa.

Na verdade, o São Paulo não tem um parceiro sequer.

Encontra imensa dificuldade em conseguir.

A justificativa para pedir dinheiro ao BNDES, então, é de uma pobreza intelectual que chega até  corar o mais leigo dos leitores.

Evidente que é um  absurdo.

É por este motivo que o empréstimo não deve sair.

Além, é claro, de que as garantias oferecidas pelo Tricolor foram consideradas inexistentes, ou pífias.

Duvido que um diretor do BNDES terá a coragem de rasgar o Estatuto do banco, que claramente impede este tipo de empréstimo, arriscando o pescoço, para correr o risco de perder um cargo tão disputado.

A última alternativa para que o vexame seja evitado, sem dúvida, será o socorro proveniente dos cofres públicos.

Um fato que necessita de nossa atenção.

Não podemos permitir que isto aconteça.

Não sou contra a Copa do Mundo no Morumbi, desde que o Tricolor a realize com recursos próprios, ou privados de terceiros.

Qualquer coisa diferente disso seria uma afronta à população.

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