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Arena e Beira Rio: O fim de Porto Alegre

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Por HÉLIO PAZ

http://heliopaz.wordpress.com/2008/11/15/arena-e-beira-rio-o-fim-de-porto-alegre/

Paulo Muzell e Ilza do Canto, da bancada do PT na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, produziram uma análise preliminar sobre três projetos enviados pela prefeitura, dia 3 de novembro, tratando da definição de regimes urbanísticos para as áreas do antigo Estádio Eucaliptos (Proc. 06187/08 – PLCE 16), do Internacional (Estádio, Parque Gigante, Parque Marinha, Estacionamento e entornos) (Proc. 06188/08 – PLCE 17) e do Estádio Olímplico e futura Arena do Grêmio, no bairro Humaitá (Proc. 06189 – PLCE 18).

Segundo essa análise, os três projetos terão enormes impactos ambientais e de vizinhança.

 Segue um resumo do documento:

“Em todos os projetos há mudanças no regime urbanístico ampliando a densificação, os índices de aproveitamento, a altura, diversificando o zoneamento de uso e autorizando a transferência de potencial construtivo entre subunidades.

Na área do Estádio Eucaliptos o uso proposto é residencial mas o aumento de índice proposto (até 3, com taxa de ocupação máxima) trará significativo aumento na volumetria da área construída (mais de 60 mil m² exceto áreas não computáveis) e na densidade populacional.

Perguntamos: que conseqüências e impactos terão sobre a vizinhança?

Nas áreas do Beira Rio está sendo proposto um zoneamento de uso com atividade Mista 3, extremamente permissiva, absolutamente incompatível com sua localização, permitindo-se até indústrias de 1400m².

Na beira do Guaíba, no espaço do Parque Gigante, Área Especial de Interesse Cultural, o projeto amplia o zoneamento de uso para atividade Mista 3, permitindo construções de até 3 andares com taxa de ocupação de 66,6%, muito alta para a região.

Junto ao estádio Beira Rio, pouco mais de 100 metros do Guaíba, permite-se construções de até 14 pavimentos.

E na área do atual posto de gasolina, permite-se construir até 17 pavimentos (52 m), altura máxima permitida pelo Plano Diretor, também com taxa de ocupação máxima.

No projeto do Grêmio as duas áreas passam a ter densidades, alturas e volumetrias exageradas, inclusive acima do estabelecido pelo Plano Diretor.

Na Azenha, nos 8,3 ha do estádio Olímpico permite-se alturas absurdas de até 72m (24 pavimentos), zoneamento com atividade Mista 3, extremamente permissivo, índices de aproveitamento máximo, idem à taxa de ocupação. Teremos vários espigões e grande adensamento na área.

Vale repetir a mesma indagação anterior sobre a averiguação dos impactos ambientais e de vizinhança.

Também no bairro Humaitá, futura Arena do Grêmio, permite-se alturas de até 70m (23 pavimentos), zoneamento de uso com atividade Mista 3, taxa de ocupação e índice de aproveitamento máximos, praticamente a repetição do regime urbanístico proposto para a área do Olímpico.

Todos os empreendimentos, do Inter e do Grêmio, terão enormes impactos ambientais e de vizinhança e os projetos privilegiam o capital especulativo, ampliando o uso das áreas e possibilitando as negociações de índices entre as unidades dos empreendimentos”.

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