Da Folha de São Paulo
Painel FC
Castelo de areia
Apesar de o São Paulo propalar que o Morumbi é o único estádio brasileiro hoje em condições de receber a Copa-14, ele foi considerado por inspetores da Fifa que vieram ao Brasil como o calcanhar-de-aquiles entre as arenas do país.
Julgaram o estádio ultrapassado para abrigar o jogo de abertura do Mundial. Além disso, a estrutura atual não permite que mudanças drásticas sejam feitas para melhorar a acomodação do público. Os inspetores da entidade retornarão ao país para novas avaliações em janeiro de 2009.
À frente.
Segundo o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, o projeto para atender ao caderno de encargos da Fifa é “árido e penoso e não pode ser tratado com pirotecnia”. Mas que, em um ano, ele conseguiria cumpri-lo. “Não tem obras. As intervenções serão pequenas aqui.”
Vantagem.
O cartola crê que não há concorrentes para seu estádio. “Quem pode receber um jogo hoje com 60 mil pessoas?” Juvenal diz que não há chance de São Paulo ficar fora do jogo de abertura devido à pujança do Estado.
Espaço.
O arquiteto Ruy Ohtake, responsável pelo projeto do Morumbi, diz que o estádio foi construído com uma “generosidade de espaço” e que fica “relativamente fácil” atender às exigências da Fifa.
Provocação.
Ao explicar o projeto, Ohtake disse que as reformas dos banheiros do último anel do Morumbi serão feitas só perto do final da obra, em 2013. O motivo: “No primeiro jogo do Corinthians lá, imagine o que iria acontecer? Acabariam com tudo”.
Bairrismo.
A provocação de Ohtake arrancou gargalhadas de Juvenal, que emendou: “Poxa, não fale isso. Fale de alguém do Rio”, brincou.